Lembro do início do nosso relacionamento, quando decidimos que não diríamos “eu te amo” um para o outro. Parecia uma escolha madura. Afinal, estávamos apenas nos conhecendo, e dizer que amava era algo profundo demais. Concordei de imediato. Parecia prudente — e seguimos assim por um tempo.
Mas então, em um dos nossos encontros, com dois meses de namoro, ele sussurrou no meu ouvido:
“Eu te amo.”
Eu congelei. Fiquei literalmente sem palavras.
Os dias passaram… E por mais que eu também o amasse, dizer isso em voz alta era, pra mim, como abrir um portal de vulnerabilidade que eu não sabia se conseguiria fechar depois.
Eu tinha medo de amar demais. Medo de me perder nesse sentimento.
Medo de me conectar a ponto de poder ser ferida, decepcionada.
Esse momento despertou em mim muitas reflexões.
Comecei a enxergar partes da Gabi que eu não conhecia tão bem.
A Gabi que se dizia forte, aventureira, independente… mas que, no amor, ainda não era tão confiante assim.
Foi então que o Pequeno Príncipe me ajudou a compreender algo profundo:
O amor é cultivado.
Não existe garantia de que você não será ferido — mas existe uma certeza: se Deus é um Pai amoroso, Ele é capaz de restaurar e curar qualquer dor.
O meu medo era perder o controle dos sentimentos. Era amar alguém que talvez não valorizasse ou correspondesse.
Mas eu precisei entender: amar é confiar.
E mesmo que as coisas desandem, Deus continua sendo o restaurador de todas as coisas — inclusive de feridas do coração.
Hoje, cinco meses depois, me vejo dizendo “eu te amo” no fim de cada ligação.
E não digo mais com medo.
Digo com alegria.
Digo com entrega.
Digo porque quero tornar essa frase inesquecível.
Quero que ela seja um lembrete — nos dias bons e nos dias difíceis — de que ele é amado.
Porque o fruto do amor declarado é força, é ânimo, é coragem.
É o combustível para enfrentar um dia pesado, o alívio depois de uma luta, o impulso para continuar sonhando, o motivo pra voltar pra casa com o coração cheio.
Dizer que ama é só o começo de tudo que significa realmente amar alguém.
O amor de Deus por nós é a prova mais viva e inegável disso.
Que a gente nunca subestime o poder de dizer “eu te amo”.
E que hoje mesmo, você seja essa fonte de amor, de propósito e de vida… pra quem Deus te deu pra amar.
